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Quando chegamos a uma vitrina recheada de máquinas
fotográficas digitais, fica a questão: que modelo escolher?
A forma de avaliar uma máquina pelos megapixéis especialmente
uma compacta é errada. Mais pixéis significam apenas uma
imagem maior. Numa compacta, significa também uma redução na
qualidade de imagem. É que à medida que se aumenta a densidade
dos pixéis em sensores minúsculos, começa a surgir grão em
quantidade suficiente para afectar os detalhes, o que não é bom.
Tendo em conta que os actuais modelos compactos têm megapixéis
para dar e vender, há aspectos mais importantes do que os
megapixéis a ter em conta na altura da escolha. O zoom ou o
estabilizador óptico de imagem são dois bons exemplos.
O primeiro, porque ajuda a capturar pormenores distantes
(imagine que está na baía de São Francisco e quer fotografar a
ilha de Alcatraz: sem um bom zoom óptico, irá ficar com uma
ilhota minúscula no meio de uma grande extensão de água); o
segundo, porque ajuda a evitar imagens tremidas, principalmente
quando usamos o zoom no máximo ou quando a velocidade do
obturador diminui.
Depois, convém também ter em conta o tipo de controlos
proporcionados pela máquina, caso queira ir além do modo
automático. Convém, também, que a máquina seja rápida a arrancar
e a focar, para não perder aquele momento especial. Por fim,
não se esqueça: fuja do zoom digital como o Diabo da cruz. O
único que interessa é o zoom óptico.
Para este teste não contámos com as Nikon, porque a Atlant Photo
não nos respondeu em tempo útil, apesar de ter sido contactada.
O teste foi dividido em duas categorias de preço: de 150 a 249
euros, e de 250 a 499.
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Canon PowerShot A590 IS
Uma compacta com boa qualidade de
imagem
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A PowerShot A590 IS é um modelo equilibrado, que pode ser usado
por quem está a começar nas lides da fotografia e por quem quer
um pouco mais de controlo sobre o que está a fazer. Além do modo
automático, e caso se sinta mais à vontade com o que está a
fazer, pode usar os modos de prioridade à abertura ou ao
obturador, ou ainda o modo manual, onde terá controlo completo
sobre os diversos valores da máquina.
Existem também vários modos de cenário adequados a diferentes
situações. A qualidade de construção é muito boa, e a ergonomia
é bastante satisfatória, assim como o sistema de menus. O
utilizador pode configurar rapidamente as opções mais comuns
através de botões, bem como outras configurações (como a
qualidade de imagem ou valor de ISO) através de um minimenu que
aparece na zona esquerda do LCD.
A qualidade da imagem é razoável. Existe detalhe e cor quanto
baste, e o ruído só começa a aparecer em força a partir do valor
de ISO 800. O pior é mesmo a contaminação de cor que acontece,
por exemplo, quando fotografamos a folhagem verde de uma árvore
contra ao céu aqui, surge um halo arroxeado em torno das
folhas. |
Pentax Optio M50
Pequena, resistente e fácil de usar
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A M50 é um modelo extremamente compacto, que cabe facilmente em
qualquer bolso, com um chassis que aparenta ser muito resistente.
E apesar de o chassis em rosa não ser consensual, a verdade é
que despertou o interesse entre o público feminino aqui na
redacção.
Tal como é normal em máquinas mais compactas, a Optio tem apenas
uns poucos botões para os controlos mais básicos. Tudo o resto
terá de ser feito através do menu, o que não é muito prático.
Mas pior é o facto de o mecanismo de focagem ser algo lento, o
que pode originar a perda daquele momento especial. A detecção
de rostos e de sorrisos parece estar na ordem do dia, e a Optio
M50 tem um botão que permite comutar entre ambos. Este tipo de
funções é útil para manter o rosto focado, evitando, assim,
acabar com uma foto em que a máquina focou a paisagem sem que
tivéssemos reparado.
A qualidade da imagem é razoável, apesar de haver algum ruído e
contaminação de cor. Mesmo assim, aumentar o ISO só começa a
destruir detalhes em demasia a partir do valor de ISO 800, o que
é razoavelmente positivo. |
Sony W130
Rápida a focar e a copiar fotos para
o PC
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O ar industrial da Sony, aliado à resistência do chassis, tornam
muito agradável segurar nesta máquina. E o grande ecrã LCD de
2,5 polegadas ajuda na hora de enquadrar, mesmo que estejamos
sob luz solar forte. Os grandes destaques desta Sony vão para a
rapidez de focagem e para a rapidez de cópia dos ficheiros a
W130 foi mesmo a mais rápida neste campo.
Apesar de a W130 exibir um autocolante a mencionar um valor
máximo de ISO de 3200, a verdade é que este não é utilizável.
Existe demasiado ruído e falta de detalhe para podermos pensar,
sequer, recorrer a ele em vez de usar o flash. Pela positiva, o
valor de ISO 800 ainda tem detalhe suficiente para ser uma boa
hipótese, caso não pretenda usar o flash em situações de
luminosidade fraca. Ainda no campo da qualidade das imagens,
esta Sony situou-se entre as melhores, apesar de se notar alguma
(pouca) contaminação de cor nalgumas situações como a das
folhas de árvore contra o céu azul. Muito positivo é o facto de
existir um estabilizador óptico de imagem, o que ajuda a
prevenir imagens tremidas quando a luminosidade é mais fraca. |
Panasonic Lumix FS3
Facilidade de uso e assistentes
inteligentes
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Tal como acontece com a Olympus e a Pentax, esta Panasonic
também inclui apenas um LCD para fazer o enquadramento e
dispensa o visor óptico. Felizmente, o ecrã é bastante legível
sob luz forte.
E se achar que precisa de mais luz, pode sempre aumentar o
brilho do LCD para níveis estremos, através da respectiva opção
do menu. A FS3 alia muito boa qualidade geral a tecnologia
inteligente. Existe um modo de fotografia automático em que a
máquina tenta perceber que tipo de cena está a ser focada.
Depois, selecciona as melhores definições para a mesma (retrato,
macro
). Muito útil, especialmente para os utilizadores
iniciados que têm dúvidas sobre que modo fotográfico escolher.
Para não fugir à norma, os valores de ISO vão muito além daquilo
que pode ser usado. Neste caso, o valor máximo é 1600, mas a
partir de 800 a imagem perde demasiado detalhe. Apesar de a
distância focal não ser a melhor presente neste teste, é de
louvar o facto de ficar abaixo do equivalente a 35 milímetros, o
que possibilita um melhor ângulo, especialmente quanto a
fotografar grandes grupos. |
Fujifilm S1000fd
Corpo de profissional, desempenho
fraco
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A Fujifilm S1000fd parece uma SLR em miniatura. Mas apesar do
seu aspecto profissional, esta máquina tem algumas contradições.
Por um lado, possui um excelente e rápido zoom óptico de 12x,
que nos permite fotografar motivos distantes como se estivessem
ao nosso lado. Por outro, a velocidade da focagem é péssima, o
que redundará, certamente, em fotos falhadas por ter passado a
oportunidade. Existe uma opção que, teoricamente, permite
acelerar a velocidade a que a máquina foca, à custa de uma menor
autonomia.
Mas mesmo depois de activarmos esta funcionalidade, a S1000fd
continuou a ser lenta a focar. Esta lentidão assume contornos
preocupantes quando o zoom está no máximo, algo que não se
compreende numa máquina desta categoria de preço. É também pena
que não haja estabilizador óptico de imagem, o que seria uma
mais-valia especialmente quando a usar o zoom no máximo. A
qualidade da imagem ficou também um pouco abaixo daquilo que
estávamos à espera, pela falta de detalhe e contaminação de
cores. Muito bom é o modo de macro, que nos permite focar mesmo
em cima do motivo, e que esteve ao melhor nível neste grupo. |
Olympus FE-350 Wide
LCD gigante e qualidade de construção
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A Olympus FE-350 Wide é uma máquina que se destaca,
principalmente, pelo seu ângulo de visão superior aos outros
modelos deste grupo. Isto deve-se ao facto de a distância focal
ser de 28 mm, o que já permite fotografar grupos grandes de
pessoas sem ser necessário recuar ao ponto de cair no abismo, ou
ser atropelado na estrada.
É também útil para auto-retratos, sem ser necessário esticar o
braço até ao limite do suportável. Este modelo é muito simples
de operar, e existe um menu de acesso rápido às funções mais
comuns, além dos botões de acesso rápido. Isto acelera o
processo de configuração das fotos, quando se pretende mais
algum controlo para lá do modo automático. É pena que a FE-350
seja algo lenta a focar, o que pode redundar em fotos falhadas
devido ao facto de já não irmos a tempo de apanhar aquele
momento fugaz.
A velocidade do zoom também é um pouco lenta. A qualidade de
imagem é boa, mas não ficou entre as melhores. Há alguma falta
de detalhe e contaminação de cores. Se não souber o que está a
fazer na altura de fotografar, pode usar o modo de foto
assistida, em que a câmara dá dicas sobre como resolver
determinados problemas. |
Samsung i8
Máquina dos sete ofícios
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Esta colorida Samsung é uma máquina dos sete ofícios. Além de
máquina fotográfica digital, este modelo age também como leitor
de MP3, de vídeo e visualizador de textos. O receio que surge
sempre que somos confrontados com um aparelho que pretende fazer
um pouco de tudo, é que não faça nada bem.
Mesmo assim, a i8 conseguiu desenrascar-se relativamente bem na
fotografia. Não ficámos espantados com a qualidade, até porque
se nota alguma falta de detalhe e algum ruído, mas poderia ser
pior. A velocidade de focagem é também bastante boa, se bem que
o mecanismo tenha tido alguns problemas com a focagem. A
interface é simples, mas é preciso habituação, por ser bastante
diferente daquilo que é normal ver numa máquina fotográfica
digital. Na componente multimédia, a qualidade da reprodução
surpreendeu pela positiva.
É possível escolher várias predefinições de som, o que ajuda
bastante a melhorar a qualidade sonora. E como é fornecido um
adaptador, é possível ligar quaisquer auscultadores que tenhamos,
e não apenas os fornecidos pela Samsung. Última nota para o
facto de existir, ainda, um guia digital de viagem, com
informação sobre cidades de variadíssimos países em todo o mundo.
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Canon Digital Ixus 970 IS
Qualidade compacta
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A Digital Ixus 970 IS é uma máquina compacta e robusta, mais
pesada do que pode parecer à primeira vista. A facilidade de uso
é um dos trunfos deste modelo, que coloca rapidamente à
disposição do utilizador as funções mais passíveis de serem
usadas, como valor de ISO, modo de macro, flash e temporizador.
Mas mesmo as definições que não estão alocadas a um botão, são
rapidamente acedidas através de um menu lateral.
A 970 IS é rápida a focar e rápida a funcionar, e a qualidade
geral das fotos é boa. Mesmo no valor máximo de ISO 1600, e
apesar de todo o ruído existente, continua a haver detalhe, se
bem que não possamos aproveitar as fotos. De qualquer forma, o
valor ISO 800 é bastante aceitável, se estiver disposto a viver
com alguma quantidade de grão. De um modo geral, a imagem tem
muito detalhe e as cores são vivas, mas esta máquina sofre de
alguma contaminação de cor, mas nada de muito grave. O zoom é
rápido, e no modo de macro conseguimos fotografar praticamente
em cima do motivo. E se estiver a fotografar ao ar livre, não se
preocupe: o LCD consegue ver-se perfeitamente bem, mesmo com Sol
forte. |
Pentax Optio S12
Preço competitivo e qualidade de
construção
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Apesar de muito compacta, a Optio S12 exsuda resistência, o que
é óptimo para o caso de gostar de andar com a máquina
fotográfica no bolso das calças.
A velocidade de arranque é boa, e a de focagem também. Os 12
milhões de pixéis arrumados num espaço tão pequeno resultam em
imagens com algum grão, especialmente em fotos de interior em
que o valor de ISO seja mais elevado. Aliás, a ISO 200 já se
começa a perder detalhe, pelo que convém ter isto em atenção
antes de se sentir tentado a aumentar o valor de ISO até perto
dos valores máximos.
As fotos tiradas no exterior são, no geral, boas, e se não
imprimir fotografias muito grandes não irá notar o grão e a
qualidade áspera das cores e das fronteiras dos objectos. O
modo de macro é muito bom, por permitir focar bastante próximo
dos objectos. Os vídeos são gravados em DivX, mas são demasiado
escuros quando filmamos no interior para levarem boa pontuação.
Um ponto em que este modelo se destaca é na velocidade USB: é
muito rápido copiar ficheiros da Optio para o PC, o que é uma
mais-valia na altura de transferir dezenas ou centenas de fotos. |
Sony DSC-W170
Velocidade e robustez
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As novas CyberShot destacam-se pelo seu ar industrial e
resistente, e esta não é excepção. Aliás, o chassis transmite
uma sensação de grande robustez, o que é bastante positivo.
O outro ponto em que este modelo se destaca é a lente grande
angular: os 28 milímetros permitem tirar fotografias mais
abrangentes, o que é óptimo na altura de fotografar grandes
grupos. Existe, ainda, detecção de rostos e de sorrisos (neste
último modo, a máquina dispara automaticamente quando detecta
um), e estabilização óptica de imagem, o que é excelente para
ajudar nas fotografias tiradas em condições de pouca luz. Ainda
no que toca a este ponto, o ISO poderia ser ainda mais útil,
caso fosse usável acima do valor de ISO 800.
É que a partir daqui perde-se demasiado detalhe e aparece
demasiado ruído para podermos usar as fotos. E por falar em
fotos, a qualidade da imagem desta Sony é bastante boa, mas tem
algumas falhas. Um dos problemas é o facto de haver alguma
contaminação de cor, o que é pena porque as imagens até têm
detalhe e profundidade de cor. Existe algum grão também, mas
isto é um problema comum a todas as máquinas presentes neste
teste. |
Panasonic DMNC-TZ5
Qualidade, robustez e facilidade de
uso
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Além de possuir um design atractivo e de ser robusta, a TZ5 tem
inúmeras tecnologias que ajudam o utilizador. Umas delas é o
estabilizador óptico de imagem (que combina muito bem com o zoom
óptico de 10x), enquanto que o modo automático inteligente
detecta o tipo de cena que está a ser fotografada, e muda
automaticamente para a configuração mais apropriada.
E existe um pormenor interessante: se estivermos a usar o zoom
no máximo e a máquina não conseguir focar, podemos activar o
modo de telemacro, que facilita a focagem é como se
estivéssemos a fazer uma macro, mas à distância. O facto de a
lente ser uma 28 milímetros, significa que existe um grande
ângulo, o que permite fotografar facilmente grandes grupos ou
tirar auto-retratos sem grandes dificuldades.
A qualidade de imagem é bastante boa, mas apresentam um ar um
pouco áspero. Um ponto interessante na TZ5 é o facto de filmar
em alta definição de 720p, se bem que a imagem tenha demasiado
grão quando filmamos no interior. |
Fujifilm Finepix S8100fd
Zoom de grande alcance, com ruído
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O ponto forte desta Fujifilm é, sem dúvida, o zoom de longo
alcance. São 18x de poder de aumento, que permitem trazer para
perto objectos que estejam muito distantes. Outros pontos fortes
são a possibilidade de controlar vários valores na altura de
fotografar, como a intensidade do flash, e a possibilidade de
aceder rapidamente às configurações mais comuns, através do
botão f.
Todavia, é aqui que acabam as benesses, porque esta Fujifilm tem
algumas falhas capazes de estragar o factor divertimento da
fotografia. Uma delas é o facto de as imagens saírem muitas
vezes tremidas quando estamos a usar o zoom no máximo, e isto
mesmo com o estabilizador óptico de imagem activado em conjunto
com um valor de ISO alto. Não se compreende. E por falar em ISO,
logo a partir do valor ISO 400 começa a notar-se ruído e perda
de detalhe. Daí para cima é sempre a descer do ponto de vista
qualitativo, e ISO 1600 não é usável note-se que o máximo
passível de ser usado é ISO 6400, mas com uma imagem de 5 MP.
Nas fotos ao ar livre, nota-se também algum ruído e falta de
detalhe, sendo que a S8100 sofre, igualmente, de contaminação de
cor. |
Olympus Mju 1010
Qualidade a preço competitivo
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A Mju 1010 é caracterizada pela rapidez. É rápida a arrancar,
rápida a focar e possui um zoom de 7x que é também bastante
rápido. Isto são óptimas notícias para quem não quer perder
aquele momento especial, e para quem não tem paciência para
produtos que funcionam à velocidade do caracol.
Outro ponto positivo é a facilidade de uso, acentuada pelo facto
de existirem dois modos automáticos, e um de cenas predefinidas
para diferentes tipos de ocasião. Todavia, os utilizadores mais
avançados irão ficar desiludidos por saber que não há qualquer
tipo de controlo mais avançado, como, por exemplo, prioridade à
abertura ou ao obturador. A qualidade de imagem é, de um modo
geral, bastante boa, mas existem algumas questões com alguma (pouca)
contaminação de cor.
Pela nota positiva, a Mju só começa a ter dificuldades quando
aumentamos o valor de ISO para valores acima de 800. Apesar de a
Mju permitir gravar filmes, estes estão limitados a clipes de 10
segundos num cartão de 1 GB, quando seleccionamos a melhor
qualidade possível 640x480 pixéis a 30 fps. E esta limitação
não tem a ver com o tamanho do ficheiro, visto que dez segundos
nesta qualidade ocupam sensivelmente 15 MB. |
Samsung NV24HD
Robustez num chassis de ar retro
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A extrema robustez do chassis da NV24HD alia-se ao seu ar retro,
o que lhe dá um toque distinto. Claro que o ar retro não irá
agradar a todos, mas esta máquina tem muito mais para seduzir
potenciais fotógrafos. Na zona de trás, a NV24HD exibe um ecrã
AMOLED muito brilhante e com uma óptima profundidade de cor. Por
outro lado, existe um inovador sistema de controlo, com botões
sensíveis ao toque dispostos em grelha.
Por fim, existem vários modos de cena interessante, como um modo
de detecção de olhos fechados, que ajuda a evitar que as pessoas
acabem fotografadas com ar de quem está a dormir. Esta Samsung é
também capaz de gravar filmes em alta definição (1280x720), se
bem que exista demasiado grão quando a filmar em interiores. Por
outro lado, mesmo a 30 fps nota-se falta de fluidez. No campo da
qualidade de imagem, a Samsung portou-se bem, mas há algum
exagero na saturação de cor. Claro que isto é uma questão de
gosto pessoal. Menos bom é o grão, que começa a notar-se logo a
ISO 400. Apesar de não existir um modo de prioridade à abertura
e ao obturador, existe um modo manual onde o utilizador tem mais
controlo sobre a máquina. |
TOME
NOTA
O primeiro comentário que
temos a fazer depois deste teste é o facto de as
modernas compactas produzirem muito mais ruído do que no
passado. Isto deve-se principalmente ao facto de haver
cada vez mais pixéis em sensores de tamanho reduzido. E
a não ser que os fabricantes apostem em novas técnicas
de fabrico ou de filtragem de ruído, o problema não
deverá desaparecer tão cedo. Lembre-se: 7 megapixéis são
mais do que suficientes para as necessidades da
esmagadora maioria das pessoas, pelo que não pense que
ficará melhor servido só por comprar uma máquina que tem
10, 12 ou mais megapixéis. Esta unidade de medida refere-se
apenas ao tamanho da fotografia, e só será útil se
pretender imprimir fotos em tamanhos superiores ao A3.
Há coisas mais importantes a ter em conta, como a
facilidade de uso, as funcionalidades, a rapidez de
arranque, de focagem e do zoom, ou ainda a estabilização
óptica de imagem e o valor do zoom óptico. Em ambas as
categorias de preço, as Lumix destacaram-se pela
qualidade geral, facilidade de uso, funções e rapidez.
Assim, na categoria até 249 euros, a Lumix FS3 destacou-se
por ser um modelo muito acessível e fácil de usar, que
apresenta ainda uma boa qualidade de imagem. Se
pretender um modelo que lhe ofereça um pouco mais de
controlo (nomeadamente modos de prioridade à abertura/obturador),
a Canon PowerShot A590 IS é uma boa opção. Na categoria
de preços acima dos 250 euros, a Panasonic Lumix TZ5
destacou-se pelo grande ângulo da lente (28 mm) que
permite fotografar mais sem ser preciso afastarmo-nos do
motivo. Por outro lado, a facilidade de uso é potenciada
por um conjunto de modos que ajuda os utilizadores
inexperientes a obterem bons resultados. A rapidez de
funcionamento esteve também em grande destaque.
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